Pastoral Carcerária realiza Celebração Eucarística para cerca de 170 detentos na UP-Aquiraz


A Pastoral Carcerária esteve nesta sexta-feira, 11 de setembro, visitando detentos na Unidade Prisional de Aquiraz (UP-Aquiraz), levando uma mensagem de amor e esperança aos irmãos encarcerados.
Na ocasião, foi realizada celebração eucarística pelo padre Jorge Benfica para mais de 170 detentos.
Segue relato de um dos participantes:
"Chegamos à unidade prisional às 9h. O protocolo de entrada foi realizado de forma rápida e fomos muito bem acolhidos pela equipe da unidade.
A celebração aconteceu na Ala E, com a participação de 173 detentos.
Ao caminharmos em direção ao local da celebração eucarística, um agente penitenciário nos convidou a ter um momento de oração com os irmãos que estavam no parlatório. Como exemplo de Jesus, atendemos prontamente ao convite, entoando cânticos e abençoando os presentes.
Ao chegarmos ao local da celebração, os internos já estavam organizados. A equipe se preparou para a celebração, iniciando com a distribuição das folhas de cânticos.
Durante a homilia, à luz do Evangelho do dia, refletimos sobre a importância de olharmos para dentro de nós mesmos e assumirmos nossas próprias escolhas.
Jesus nos convida a reconhecer primeiro a “trave” que está em nosso próprio olho antes de apontarmos o “cisco” no olho do outro. Essa mensagem encontrou um paralelo muito concreto na realidade do cárcere: reconhecer os próprios erros e assumir a responsabilidade pelas escolhas feitas pode ser um passo importante para a mudança e para a construção de um novo caminho.
As preces foram motivadas a partir da realidade vivida pelos próprios internos, rezando por suas vidas dentro e fora da unidade prisional, por suas famílias, pela saúde, pela paz e pela esperança de um futuro renovado.
Ao final da celebração, foi falado de duas experiências marcantes: uma pessoa que, no cárcere, realizou a prova do ENEM, foi aprovada, concluiu o ensino superior, após sua liberdade fez especialização e mestrado; e a história de São Francisco de Assis, que, enquanto estava no cárcere, começou a ler a Bíblia e transformou seu modo de agir a partir do encontro pessoal com Jesus Cristo.
Também foi explicada a importância da Ave-Maria, utilizando os dedos das mãos para contar os mistérios, não havendo necessidade, portanto, de usar um terço.
Em seguida, todos rezamos a consagração a Nossa Senhora: Todo teu eu sou e tudo o que é meu é teu, Maria.
Terminamos nossa visita cantando a Oração de São Francisco.
Saímos com a verdade de que 'por onde formos, também nós, que brilhe a luz de Cristo.'
Encerramos a visita e deixamos a unidade às 11h."





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